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Gastroplastia é Solução para
Obesidade Mórbida |
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Quem se submeteu a essa cirurgia
mudou radicalmente de vida. Indicada para pessoas com muito
peso - as que sofrem da chamada obesidade severa -, a
gastroplastia é uma esperança para quem já tentou todas as
dietas e tratamentos possíveis e não conseguiu emagrecer. Os
resultados demonstram que a gastroplastia permite a perda de
até 40% do peso e, acima de tudo, abre as portas para uma vida
livre dos inúmeros problemas provocados pela extrema
obesidade.
A gastroplastia também é conhecida como cirurgia bariátrica e
tem como principal objetivo a redução do peso do corpo. Essa
cirurgia reduz o estômago em cerca de 20 centímetros cúbicos.
Isso acontece por meio das variadas técnicas existentes.
Dentre elas, a mais aceita nesse tipo de cirurgia é a
gastroplastia vertical com bandagem ou Capella Forbi:
coloca-se uma cinta de polipropileno antes da anastomose
(comunicação) do pequeno estômago com o intestino delgado.
Especialistas acreditam que essa seja a técnica mais segura de
gastroplastia e que pode permitir a redução de até 40% do peso
da pessoa em um período de um ano.
A cirurgia diminui a capacidade do estômago em suportar a
quantidade de alimentos, devido a sua redução. Com isso, o
estômago enche-se rapidamente. A mensagem de saciedade é
transmitida ao cérebro e faz a pessoa comer bem menos do que
antes. "Recomenda-se essa cirurgia quando todos os tratamentos
clínicos, incluindo dietas, exercícios físicos e psicoterapia,
já foram tentados sem sucesso", explica Carlos Armando Lopes,
coordenador da área de Alta Complexidade do Ministério da
Saúde.
O consenso entre os profissionais de saúde é de que a cirurgia
deve ser realizada quando a pessoa apresenta índice de massa
corpórea (IMC) acima de 40 Kg/m². A recomendação da
gastroplastia para quem tem IMC acima de 40 Kg/m² é
regulamentada por uma portaria do Ministério da Saúde. |
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A partir do momento em que o
paciente se submete a uma gastroplastia, ele deve estar
consciente de que seus hábitos passarão por mudanças radicais.
Isso significa que ele terá que comer bem menos do que antes.
Com a redução da capacidade do estômago, se o paciente tentar
ingerir grande quantidade de comida, poderá vomitar ou
regurgitar.
O paciente também pode sofrer um efeito inverso e comer ainda
menos do que a sua capacidade de absorção. O resultado disso
será a desnutrição. "Quem se submete à cirurgia deve manter um
acompanhamento médico permanente", indica Carlos Armando.
O acompanhamento médico tem início antes da cirurgia. Nesse
período, o médico orienta o doente sobre o custo/benefício do
método cirúrgico. O paciente é avaliado por um certo período
antes que se recomende a cirurgia.
Na opinião de Carlos Armando, a gastroplastia traz grandes
vantagens para o obeso mórbido. Além dos benefícios à saúde,
Carlos Armando vê melhoras na auto-estima do paciente. "O obeso
tem consigo uma valoração negativa sobre sua competência, já que
falhou muitas vezes num comportamento tão básico como o de se
alimentar. Sua sensação é de falência e sua avaliação fica presa
nesse ciclo vicioso de perder peso e, depois, invalidar todo seu
sacrifício", observa.
O coordenador de Alta Complexidade do Ministério da Saúde alerta
que a gastroplastia precisa ser feita junto aos hospitais
credenciados. O procedimento não deve acontecer de maneira
indiscriminada e sem necessidade. "A cirurgia realizada de forma
indevida pode acarretar vários problemas, como riscos cirúrgicos
imediatos e pós-operatórios, complicações nutricionais e até
distúrbios emocionais", observa Carlos Armando. "Deve-se
informar que é necessário um acompanhamento emocional na fase
pré-operatória, para evitar problemas como a depressão",
ressalta. |
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Obesidade mórbida representa alto
risco para a saúde |
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Estar acima do peso não é algo
recomendável. Estar muito acima é pior ainda. A obesidade
mórbida ou severa é acompanhada de uma série de complicações que
comprometem a saúde e põem em risco a vida do paciente. São
distúrbios cardiovasculares, ortopédicos, digestivos,
endócrinos, dermatológicos e respiratórios, sem contar os
problemas sociais e psicológicos, causados pela perda da
auto-estima e pelo preconceito.
As estatísticas dão o alerta de uma situação perigosa. O obeso
mórbido apresenta o risco de morrer dez vezes maior que uma
pessoa com peso normal. A expectativa de vida também é reduzida
- 20% a menos do que teria com uma massa corpórea bem menor.
Existem vários procedimentos para o tratamento da obesidade, já
que ela pode apresentar causas diferenciadas, de fatores
endócrinos e hereditários a uma rotina desregrada. Vale
mencionar que uma alimentação adequada - com mais fibras e menos
gorduras - e exercícios físicos de forma sistemática são
absolutamente necessários para uma vida saudável.
Evitar a obesidade, não apenas a mórbida, é prevenir uma série
de agravos à saúde, como a hipertensão e a diabetes. Essas
doenças atingem milhões de pessoas no mundo inteiro. Suas
complicações, além de levar à morte, resultam em enormes gastos
para os sistemas de saúde. |
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