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Responda honestamente às questões a
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• Seu filho não tem nem 7 anos e
apresenta um apetite exagerado?
• Ele já possui um prazer fora do
comum em comer?
• Está acima do peso da média?
• Come muito rápido e não mastiga os
alimentos direito?
• Apesar de você caprichar no
primeiro prato, ele pede sempre para repetir?
• Ele costuma comer escondido?
• Toma entre dois e três copos de
suco ou refrigerante a cada refeição?
• Uma hora e meia depois de comer,
seu filho já está com fome novamente? |
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Se você respondeu “sim” à maioria
das perguntas acima, seu filho pode estar – ou corre o risco de
ficar – obeso. Esqueça a velha e errônea idéia de que criança
gordinha é sinônimo de criança saudável e deixe de lado as
técnicas infalíveis para empanturrar seu filho, pois o que ele
precisa agora é de uma alimentação equilibrada e saudável.
A obesidade infanto-juvenil acontece por vários fatores –
predisposição genética, a forma como o organismo metaboliza os
alimentos –, mas a principal causa está no sedentarismo e na
maneira como a criança e o adolescente se alimentam desde o
nascimento.
O leite materno, alimento que deve ser exclusivo até os 6 meses
de vida do bebê (ou pelo menos até os 4 meses) é um grande
aliado contra a obesidade na fase adulta. Em idade pré-escolar
(de 1 a 7 anos), quando costumam surgir os problemas com a
comida, as crianças geralmente não se interessam muito pelos
alimentos.
Mas se nessa fase seu filho se alimenta de forma voraz, com
grande prazer, e seu peso em relação à altura for maior do que o
esperado, você deve ficar de olho. Esse pode ser um sinal de que
problemas futuros com a obesidade estão surgindo.
A partir dos 7 anos, o apetite da criançada aumenta e junto com
a vontade de comer vem o gosto por alimentos muito gordurosos.
Continue atento, junto com o pediatra, na relação peso e altura
da criança. E se for preciso, já comece a agir, mas com calma,
pois é comum o pré-adolescente engordar um pouco, pois nesse
período ele armazena gordura para o estirão da adolescência,
quando há aquele rápido aumento da altura. |
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A epidemia de obesidade na infância |
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A obesidade infanto-juvenil vem
crescendo de forma alarmante em muitos países. Até recentemente
não se dava muita importância ao excesso de peso nesta fase da
vida, até que se começou a demonstrar que ele coloca em risco a
saúde física e mental da criança e predispõe à obesidade na vida
adulta.
Adolescentes do sexo feminino têm quase o dobro do risco de
desenvolver obesidade do que os do sexo masculino, possivelmente
pelas mudanças hormonais do início da puberdade e pela menor
atividade física.
A diminuição do gasto energético dos adolescentes nos últimos
anos parece desempenhar um papel importante no crescimento da
obesidade. No Reino Unido, a distância média caminhada por um
menino de 14 anos diminuiu em cerca de 20% entre 1985 e 1992,
enquanto a distância percorrida em automóvel aumentou em até
40%.
A freqüência da obesidade infanto-juvenil parece depender também
de fatores sócio-econômicos. Enquanto em famílias com renda per
capita maior que 150 dólares americanos a prevalência é de quase
18%, ela cai para 8,5% nas famílias com renda menor que 35
dólares (o que ajuda a explicar a maior prevalência da obesidade
nos países desenvolvidos). Tais diferenças decorrem
provavelmente da maior ingestão alimentar e do menor gasto
energético dessas populações de renda mais baixa.
Além disso, o próprio sedentarismo decorrente da urbanização
constitui fator de risco importante para a obesidade. É muito
difícil recomendar atividade física para um menino que mora em
um bairro sem segurança e passa o dia “aprisionado” em um
apartamento, sem quase poder se movimentar.
Já foi comprovado que o hábito de assistir televisão também
constitui um risco isolado para o excesso de peso. Engorda mais
do que assistir a um filme em videocassete ou jogar
“videogames", já que a criança fica exposta a inúmeras
propagandas com os mais recentes lançamentos de guloseimas
hipercalóricas.
Só através de medidas preventivas abrangentes, alterando os
ambientes escolar, urbano e doméstico destes jovens, pode ser
combatida de forma eficaz a epidemia de obesidade infantil. |
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Quais as causas da obesidade na infância? |
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A obesidade na infância quase
sempre está relacionada com erros alimentares associados à
inatividade física. Raramente decorre de doenças hormonais ou
genéticas. Estima-se que em 90% dos casos o problema apareça por
excesso de comida. É claro que fatores genéticos contribuem, mas
a maior influência está no ambiente onde a criança vive e
estuda. Algumas mães ainda acham bonito quando seus bebês são
gordinhos, mas é necessário ter cuidado na alimentação desde a
primeira infância para evitar um ganho de peso excessivo.
Provavelmente, uma criança obesa será um adulto obeso se não
forem tomadas algumas providências.
Muitas mães acostumam seus filhos a ir passear no shopping e
depois fazem um lanchinho em fast-foods, onde a maioria dos
alimentos são fritos (Hambúrgueres, batatas fritas, etc..) e
bebe-se refrigerante. Esse é um péssimo hábito, difícil de ser
modificado em crianças. |
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Fonte das Informações: |
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Área de Pesquisa da |
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Clínica de Cirurgia da Obesidade e Aparelho Digestivo |
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