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Dicas para ajudar seu filho a controlar a Obesidade Infanto-Juvenil
Alguns pais não se conscientizam de si mesmos e de sua situação de peso e não conseguem analisar o do filho. Observe o seu comportamento e o de seu filho em relação à alimentação;

Fixe os horários das refeições, pois a prática ensina disciplina às crianças e evita o consumo de lanches e guloseimas fora de hora: O ideal são 6 refeições diárias e evitar as beliscadas fora desses horários;

Não imponha dietas restritivas, principalmente nas crianças menores. Em fase de crescimento, o caminho é a reeducação alimentar: comer de tudo um pouco (alimentos saudáveis) e em quantidades adequadas;

Ignore o velho hábito de fazer o filho raspar o prato. Isso costuma provocar a perda da saciedade na criança, ou seja, ela deixa de ter o próprio limite de saturação;

Evitar muitas brincadeiras na mesa: hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha;

Não ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas pelo menos, experimentar não custa nada;

Substituir refeições: não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre;

Não faça da comida uma forma de recompensa ou moeda de troca. Exemplo: oferecer um sorvete se o filho se sair bem na escola ou comer toda a salada. “Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a idéia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo;

Não ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar o ódio que a criança sente das saladas;

Não subestime o poder de compreensão dos pequenos. Negar uma guloseima pode virar um “drama” para eles, mas só no início. A criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. Mesmo os adolescentes devem ser incentivados a ter apenas um dia por semana e situações em que podem ser mais liberais;

Evitar tornar a ida a uma lanchonete um “programão”: a comida de casa fica meio sem graça;

Servir sempre a mesma comida: a criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vão faltar nutrientes, vão faltar fibras;

O processo de reeducação alimentar costuma ser mais longo em crianças. Não tenha pressa. O ideal é começar retirando aos poucos os alimentos que engordam;

Incentive seus filhos a praticarem esportes ou atividades físicas. Dê preferência principalmente as modalidades individuais no início, porque evitam alguns constrangimentos, como gozações e piadinhas dos colegas, além da pressão para um bom desempenho;

Procurar conforme a disponibilidade, ajuda de profissionais multidisciplinares como: médico, nutricionista, psicólogo e orientador de atividades físicas;

Toda a família deve apoiar e auxiliar no seu tratamento, evitando insistir no preparo de alimentos inadequados e não ridicularizando suas atitudes e esforços;

Dar o exemplo: as crianças e muitas vezes ainda os adolescentes seguem os exemplos e os hábitos dos pais. Não adianta mandar tomar sucos e somente beber refrigerantes. Orientar dietas e atitudes saudáveis e fazer diferente disso.
O que fazer para evitar a Obesidade Infantil?
Cortar calorias nas refeições
A boa alimentação deve conter pouca gordura, ser moderada em calorias e rica em fibras, além de vitaminas e sais minerais. Crie novos hábitos alimentares saudáveis.

Controlar a velocidade da alimentação
Mastigar várias vezes o alimento antes de engolir facilita a digestão.

Controlar o horário das refeições
Impor horários para as crianças fazerem suas refeições evita que elas comam o dia inteiro.

Limitar as guloseimas e evitar fast-foods

Introduzir atividades físicas ajuda a queimar calorias e impede o acúmulo na forma de gordura
Aumente a atividade física que seu filho faz (para ajudar a gastar o excesso de energia e evitar o acúmulo como gordura).

Redução do tempo em frente à TV
Estudos têm mostrado a relação direta entre assistir TV e a Obesidade Infantil.

Amamentação
Bebês que mamam no peito têm menor risco de se tornarem obesos.

Restrições alimentares severas com o objetivo de perda rápida de peso podem trazer sérios problemas à saúde, além de atrapalhar o crescimento e desenvolvimento normal da criança. Além disso, é um grande estresse para a criança quando ela é pressionada a emagrecer passando grandes privações ou fome.

É necessário acompanhamento e orientação individualizada adequada à idade e ao nível de desenvolvimento em que a criança está.

É importante a colaboração da família
O tratamento baseia-se em educar a criança a adquirir novos hábitos alimentares mais saudáveis, de forma gradual.
Como ajudar uma criança a emagrecer?
Estabeleça horários regulares para que a criança faça suas refeições:
• Café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.
• Almoço e jantar são as principais refeições e devem ser as mais completas.

Retire ou diminua a oferta de alimentos muito calóricos como:
• Biscoitos recheados
• Doces
• Balas
• Reduza a freqüência de alimentos fritos, como, por exemplo, a batata frita.
• Diminua as sobremesas doces, como pudins e sorvetes.

Aumente a oferta destes alimentos:
• Estimule o consumo de todos os tipos de fruta: crie este hábito saudável na criança;
• Não ofereça refrigerante; troque por suco de frutas;
• Faça saladas com folhas e legumes variados, de forma que fiquem bem coloridas e atraentes;
• Evite a presença de grande quantidade de doces, balas e biscoitos em casa. É muito mais difícil de dizer não a uma criança se ela já está vendo o alimento ou com ele na mão.

Inverta a ordem de oferecimento dos alimentos:
• Comece pela fruta que pode ser cortada em pedacinhos ou raspada.
• Ofereça a salada de folhas e os legumes
• Sirva o restante da comida (arroz, feijão e algum tipo de carne)
• Depois ofereça o suco (dê preferência aos naturais feitos na hora)

O lanche da escola deve ser bem simples, sem alimentos como biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos. A melhor opção ainda é o suco (que pode ser o de caixinha) e um sanduíche com pão e queijo. Outra opção saudável é vitamina de frutas ou iogurtes para beber.

A obesidade infantil é fato e deve ser evitada e tratada com seriedade. Para orientações individualizadas é importante a ajuda de um nutricionista.
Dicas que ajudam a identificar transtornos alimentares em crianças e adolescentes
Sempre se acham gordos ou acima do peso.
Passam muito tempo trancados no banheiro, principalmente após as refeições.
Gastam horas em frente do espelho, com dificuldade de escolher a roupa para usar.
Você percebe o sumiço de alimentos na geladeira e ninguém admite ter comido.
Alguns se dedicam exaustivamente a exercícios físicos.
Emagrecem, apesar de estarem comendo normalmente.
Têm vergonha de praticar esportes e de mostrar o corpo.
Comem compulsivamente.
Usam a comida como válvula de escape e como consolo.
Estão sempre fazendo ou tentando fazer dietas muito restritivas. Como dificilmente conseguem manter, acabam desistindo.
Fonte das Informações:
Área de Pesquisa da
Clínica de Cirurgia da Obesidade e Aparelho Digestivo
 
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