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Dicas para tornar as refeições das crianças mais atraentes, saudáveis e saborosas |
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Muita cor e diversão
Ofereça à criança cardápios
coloridos e servidos de forma divertida, que atraem a atenção e
abrem o apetite dos pequenos. Você pode, por exemplo, criar
desenhos ao servir a comida no prato.
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Tolere um pouco de "bagunça" à mesa
Deixe a criança pegar os alimentos
com a mão e brincar com eles. Com esse comportamento ela
desenvolve uma atitude de cumplicidade com o alimento. Na fase
pré-escolar ela está aprendendo a usar os cinco sentidos e os
alimentos são uma boa e saudável fonte de descobertas.
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Brinque, você também, com a comida
Se seu filho já cresceu um
pouquinho, leve-a para a cozinha e mostre como cozinhar pode ser
divertido. Faça pratos coloridos e monte de formas variadas:
bolinhos, tortas, enrolados, panquecas e por
aí vai. Solte a sua imaginação.
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Varie o cardápio
Misture alimentos que a criança
gosta com outros que ela ainda não conhece. Além de facilitar a
aceitação das novidades, você ainda ajuda seu filho
a desenvolver o paladar, que também está em fase de
"crescimento".
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Receitas para variar o cardápio
Alguns pratos normalmente fazem a
alegria das crianças e ajudam a diversificar as refeições:
omeletes servidas com seleta de legumes e arroz; as tradicionais
e saborosas tortas de liquidificador, recheadas com carne ou
frango e quatro tipos de legumes; e panquecas recheadas com
carne moída, mandioca cozida e picada, vagem em tiras e tomates
em cubos (depois de enroladas, polvilhe queijo ralado e gratine
no forno). Difícil de resistir, não é mesmo?
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Não desanime na primeira negativa
As papilas gustativas dos pequenos
estão em formação. Por isso, não se assuste se um dia ele
recusar veementemente um certo tipo de alimento e no outro
comê-lo sem problemas.
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Não desanime na primeira negativa 2
Alguns alimentos precisam ser
oferecidos cerca de oito vezes até que a criança aprenda a
gostar dele. Para facilitar a aceitação, prepare o mesmo
alimento de formas diferentes. Em vez de abobrinha cozida,
bolinho de abobrinha tem o gosto mais suave e é mais divertido
de comer. |
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Meu filho não come: quando a falta de apetite preocupa |
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"Meu filho não come!” Essa é uma
das principais queixas dos pais de crianças em idade pré-escolar
(entre 1 e 6 anos). Muitas vezes eles têm razão: a garotada
nessa faixa de idade realmente costuma comer menos, por diversos
motivos.
Mas é preciso tomar cuidado para que a preocupação não seja
exagerada. A princípio, o apetite realmente diminui nessa fase
porque, ao entrar no segundo ano de vida, o ritmo de crescimento
da criança cai e, por conseqüência, sua necessidade de calorias
diárias também. Isso se reflete na fome da criança. Confira, no
final desta página, a tabela de Recomendações de Ingestão
Energética (RDA) para crianças até 10 anos.
Além das diferenças decorrentes da faixa etária da criança, a
falta de apetite pode estar relacionada com o comportamento dos
pais, listados a seguir:
•
A mãe oferece muita comida à criança, sem levar em conta o
tamanho de seu estômago. Ela não agüenta comer tudo.
•
O intervalo entre as refeições é irregular, está muito curto e
cheio de "belisquetes". A criança não come por que não tem fome.
•
Nessa idade o mundo ao redor é muito mais interessante e
curioso, e o ambiente não ajuda: há muito barulho e confusão
durante a refeição. A criança não consegue se concentrar no ato
de comer.
•
A criança já percebeu que, se recusar a comida, seus pais irão
fazer diversos malabarismos para que ela coma. Ela decide então
se divertir e não come.
•
Existem mães que ficam tão aflitas porque seus filhos não comem,
que trocam a refeição por lanches ou outras guloseimas. Quando a
criança entende o processo, faz chantagem para receber o
"prêmio".
•
Promessas do tipo "se você comer tudo, ganha chocolate" só
servem para superestimar o doce e diminuir o valor da comida.
•
A comida não está gostosa, falta sal e temperos. Ela precisa ser
saborosa para que a criança sinta prazer em comer.
•
A mãe repete o mesmo cardápio todo santo dia. É natural que a
criança acaba se desinteressando pelo alimento.
•
A mãe, ansiosa para que o filho se alimente, passa esse
sentimento para ele, angustiando-o e interferindo na sua vontade
de comer.
•
Apesar de serem mais fáceis de ingerir, papinhas passadas no
liqüidificador não estimulam o bebê a mastigar e a reconhecer o
sabor dos alimentos. Por conseqüência disso, ele acaba por não
desenvolver seu paladar.
•
Não respeitar o gosto da criança. As características funcionais
das papilas gustativas são determinadas pela genética. Isso
significa que, ao nascer, a criança já tem algumas preferências
(e aversões) alimentares que precisam ser levadas em
consideração.
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Tem dentinho novo na área. A gengiva se torna dolorida e fica
mais difícil de mastigar os alimentos. Muita calma (e paciência)
nessa hora, mamãe! |
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E agora, como resolver essa falta de apetite? |
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Alguns desses fatores, ou mesmo
todos eles, são armadilhas comuns para a maioria dos pais.
Quando a inapetência tem as características citadas acima, é
conhecida como falta de apetite de origem comportamental.
O melhor é evitar tais comportamentos, pois consertá-los é mais
difícil. Eis algumas dicas para evitar ou reverter o quadro:
•
Entre na luta sabendo que a batalha vai ser dura. Mudar o
comportamento alimentar de uma criança não é tarefa das mais
fáceis. Tenha paciência e seja firme (e flexível, de vez em
quando).
•
Estabeleça horários para as refeições e para os lanches, com
intervalos de duas a três horas para crianças entre 1 e 6 anos e
de três a quatro horas para os que estão em fase escolar.
•
Não troque a refeição principal por outro alimento. Se a criança
não quiser comer, aguarde meia hora ou uma hora e ofereça
novamente a mesma comida. Se ainda assim ela recusar, espere
mais tempo até que ela dê sinais de está com fome. Mas, antes de
tudo, certifique-se de que ela gosta do que está sendo
oferecido.
•
Criança troca facilmente a refeição pelo suco. Por isso, limite
a ingestão de líquidos (sucos e água) durante a refeição (antes
ou depois dela, libere). A capacidade gástrica da garotada é
limitada e não vale a pena enchê-la com líquido. Vai faltar
espaço para a comida. Espere a criança comer parte da refeição
para então oferecer suco ou água e deixe o refrigerante para os
finais de semana.
•
Esqueça artimanhas do tipo "se comer tudo, ganha um brinquedo",
"se não comer, fica de castigo". Caso contrário ela vai
supervalorizar o prêmio e odiar a comida, que a castiga. Seja
honesto com seu filho.
•
Seja firme com a criança, mas não extremamente rígido, para não
deixá-la angustiada e ansiosa. Um chocolate fora de hora, de vez
em quando, até que faz bem, é divertido e gostoso.
•
Criança pequena tem estômago pequeno, por isso nem adianta
encher muito o prato. Senão só de olhar, ela já vai ficar
saciada. Coloque pouca comida e, se a criança quiser repetir,
coloque menos ainda.
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Evite artifícios como "aviãozinho", "televisão" e "disfarçar os
alimentos". Eles duram pouco e você vai ter que estar sempre
inventando novidades. Haja imaginação! |
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Visite o pediatra, sempre |
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Apesar dos toques, o pediatra é a
única pessoa que tem condições de diagnosticar se a diminuição
de apetite da criança é natural, de origem comportamental ou
orgânica.
Neste último caso, ela se dá porque a criança está com alguma
doença infecciosa ou com carência de nutrientes como vitaminas e
minerais.
Se ela costuma ficar apática, pálida, fraca, sem fome, muito
sonolenta, com a pele seca, os cabelos finos e quebradiços, com
rachaduras nos cantos da boca, com as gengivas sangrando e está
perdendo peso, há grandes chances de que esteja com deficiências
nutricionais.
E, mais uma vez, somente o pediatra poderá prescrever o melhor
tratamento: mudança de hábitos alimentares, ingestão de
suplementos de vitaminas e minerais e estimuladores de apetite. |
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Fonte das Informações: |
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Área de Pesquisa da |
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Clínica de Cirurgia da Obesidade e Aparelho Digestivo |
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