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Falta de atividade física, má
alimentação e uma epidemia de obesidade infantil. Uma em cada quatro
crianças americanas está acima do peso. "Ele gosta de comer de tudo", diz
o pai do pequeno Xavier. “E quando eu pergunto o que ele mais gosta de
fazer, a resposta é: ‘comer’.”
Mas a comida não é a única vilã nesta história de quilos a mais. Agora os
cientistas descobriram mais um fator que contribui para a obesidade
infantil: a violência urbana. Uma pesquisa da universidade de Michigan
revela que crianças que vivem em áreas consideradas perigosas pelos pais
são mais gordas do que aquelas que vivem nas cidades e bairros mais
seguros.
“Malícia é tudo o que existe nas ruas. Eu prefiro que ele esteja perto de
mim", diz a mãe de Justin que, aos seis anos, já exibe os quilos a mais
conquistados com muito videogame e guloseimas.
O estudo foi feito com 768 crianças e revelou que, nas áreas mais
violentas, 17% das crianças estavam acima do peso. Já nas áreas
consideradas seguras pelos pais, apenas 4% das meninas e meninos tinham
quilos a mais.
Segundo os cientistas, na tentativa de proteger os filhos, os pais acabam
diminuindo as atividades físicas e brincadeiras na rua. As crianças passam
mais tempo dentro de casa, se mexem menos e comem mais.
Por isso, uma nutricionista da Universidade de Nova York sugere que os
pais procurem fazer as refeições junto com os filhos e que brinquem mais
com eles. Se as crianças já não podem mais ficar sozinhas nas ruas, que
tal queimar umas calorias junto com eles? |
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