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sobre Cirurgia Metabólica |
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COSMO ONLINE . 27 de dezembro de 2007 |
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Cirurgia bariátrica ajuda no controle do diabetes |
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Delma Medeiros / Agência Anhangüera |
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Uma nova modalidade de cirurgia
bariátrica surge como alternativa complementar de tratamento para
pacientes magros com diabetes melilus do tipo 2. Trata-se da
exclusão duodenal, um procedimento similar à bariátrica, mas onde
não ocorre a redução do estômago, apenas o desvio do intestino com a
exclusão do duodeno. O procedimento faz aumentar a GLP-1, um dos
hormônios produzidos no intestino (as chamadas incretinas),
substância que estimula a produção de insulina. O estudo pioneiro,
em fase avançada e com protocolo de pesquisa, é desenvolvido pelo
Laboratório de Investigação de Metabolismo e Diabetes (Limed) da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e recebeu o nome de
Brazilian Incretin Study (Brains). O endocrinologista Bruno Geloneze
Filho, que coordena o trabalho em parceria com o gastrocirurgião
José Carlos Pareja, explica que a idéia partiu da observação do
efeito da operação bariátrica em pacientes com diabetes e obesidade
mórbida.
"No caso do obeso mórbido e com diabetes, o processo é claro.
Revertendo a obesidade, reverte-se também o diabetes", afirma
Gelonese Filho. Mas, segundo ele, no primeiro ou segundo mês após a
cirurgia, quando a perda de peso ainda é pequena, o diabetes já
apresenta reversão em torno de 85%. "O efeito, portanto, não decorre
apenas da redução de peso", diz. Os estudos apontam que a reversão
do diabetes ocorre por causa da exclusão do duodeno, que é feita em
conjunto com a cirurgia bariátrica convencional.
O médicos optaram então por utilizar em pacientes magros com
diabetes do tipo 2 a técnica de exclusão duodenal, sem mexer no
estômago, já que eles não precisam perder peso. Geloneze Filho
alerta, entretanto, que o procedimento não significa a cura do
diabetes, mas sim um tratamento alternativo e complementar. Mesmo
com a cirurgia, outros cuidados como dieta controlada, atividade
física e eventualmente medicamentos têm de ser mantidos. "O
procedimento também só é indicado em pacientes com diabetes do tipo
2 e em estágio avançado, quando usam insulina e têm a doença mal
controlada."
Pareja acrescenta que, apesar dos resultados satisfatórios, esse
tipo de cirurgia tem alguns "defeitos". O estômago intacto mantêm a
produção de ghrelina (o hormônio que provoca fome) e o paciente não
perde peso. Também não altera os ácidos graxos (o conjunto de
gorduras do sangue). "O único benefício é melhorar as incretinas",
diz o cirurgião. Além disso, os diabéticos magros representam cerca
de 25% do total de pacientes com a doença. "A grande faixa (55%) dos
portadores de diabetes está no grupo de pacientes com índice de
massa corporal entre 28 e 35, quando são considerados com sobrepeso
ou obesos, mas sem indicação da cirurgia bariátrica", explica. Para
esse grupo, a indicação é uma cirurgia bariátrica mais leve, outro
protocolo em desenvolvimento no Limed. |
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Novos métodos
buscam ampliar opções |
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Para aperfeiçoar o método, já que
mesmo com o desvio do intestino alguns pacientes com diabetes tipo 2
desenvolvem resistência à insulina, os médicos estudam um segundo
protocolo de atendimento, que alia a exclusão do duodeno à retirada
de parte da gordura visceral, a chamada omentectomia.
O endocrinologista Bruno Geloneze Filho explica que, apesar dos
dados não estarem finalizados, esse procedimento combinado promete
melhores resultados já que, além de aumentar a produção de GLP-1,
corrige a resistência à insulina. O procedimento também é indicado
para pacientes que têm índice de massa corporal (IMC) inferior a 30.
A questão é que a maioria dos pacientes com diabetes tipo 2 (55%)
têm IMC entre 28 a 35, ou seja, estão acima do peso, mas não chegam
a ser obesos mórbidos. "Nem os convênios privados nem o SUS (Sistema
Único de Saúde) cobrem cirurgia bariátrica com esse IMC. E esse
grupo é o que mais preocupa em termos de saúde pública", afirma o
gastro-cirurgião José Carlos Pareja. O médico diz que, embora
representa um custo maior no início, a cobertura para baritátrica
nesse grupo traria uma "economia brutal a médio prazo", já que evita
as outras complicações decorrentes do diabetes.
Como os pacientes precisam perder peso, mas não tanto quanto os
obesos mórbidos, os médicos optaram por fazer a cirurgia bariátrica,
mas preservando uma parte maior do estômago em um terceiro
protocolo, denominado Fronteiras. "Obtêm-se o mesmo efeito da
bariátrica convencional, mas o paciente tem menos restrições
alimentares e, portanto, menos risco de desnutrição", afirma
Geloneze. Pareja completa que o programa, que tem patrocínio da
Johnson, não está em fase experimental, mas segue os mesmos
critérios rígidos dos processos anteriores para indicar os
pacientes. |
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SAIBA MAIS |
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O índice de massa corporal (IMC) é
um padrão internacional que indica se o indivíduo está com o peso
considerado saudável, acima ou abaixo do peso, ou obeso. Obtêm-se
pela divisão do peso pela altura ao quadrado. Abaixo as escalas:
20 a 25: magro
25 a 30: sobrepeso
30 a 35: obeso grau 1
35 a 40: obeso grau 2*
acima 40: obeso grau 3 (mórbido)**
* indicação de cirurgia bariátrica se tiver comorbidade (diabetes,
hipertensão, apnéia)
** indicação para cirurgia bariátrica |
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Fonte das Informações: |
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COSMO ONLINE |
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