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Nutricionista
Dra. Eleonora Peixoto de Brito
CRN 93100130
Nutrição em Cirurgia Bariátrica e
Tratamentos Clínicos
A nutrição na cirurgia bariátrica como tratamento para obesidade é dividida em 3 tempos:

1º - Pré-operatório:
Em resumo, é realizada uma avaliação nutricional para detecção de medidas (peso, altura, IMC, circunferências), hábitos alimentares, histórico da obesidade, verificação de carências/excessos nutricionais e provável correção dos mesmos e dieta de preparo cirúrgico caso necessário;

2º - Pós-operatório de curto prazo:
Prescrição de dieta líquida (sendo evoluída em volume e consistência de acordo com a cirurgia realizada e evolução clínica do paciente) e suplementos nutricionais de acordo com as necessidades individuais;

3º - Pós-operatório de médio e longo prazo:
É realizada reeducação alimentar, para perda de peso adequada e manutenção da mesma, assim como prevenção de déficits nutricionais de proteínas, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais ômega 3 e 6, promovendo dessa forma qualidade de vida ao paciente.

Além disso, também é realizado o acompanhamento dietético/nutricional em casos de balão intragástrico e tratamentos clínicos conjugados ao médico e se necessário psicóloga para diversas faixas de IMC e patologias.
Nutrição não é Mágica, é um Tratamento
• Comprometimento do paciente em seguir o que é orientado.
• O tratamento se inicia antes mesmo da cirurgia.
Objetivos a serem alcançados
Qualidade de vida
• Mudança de atitude e estilo de vida.
• Não fazer “despedidas”.
• Pois voltará a comer normalmente.
Iniciar hábitos saudáveis
• Pirâmide alimentar
• Reeducação alimentar.
Pirâmide dos Alimentos - Hábitos Saudáveis
A tradicional pirâmide de alimentos cuja base é constituída por frutas, verduras e carboidratos e o topo por gordura animal foi reformulada pelo "USDA - U.S. Department of Agriculture Center for Nutrition Policy and Promotion" e em Abril de 2005 foi apresentada uma nova Pirâmide de Sistema de Orientação Alimentar.
Versão PDF (Adobe Reader) em Inglês da nova Pirâmide de Sistema de Orientação Alimentar.
1ª Consulta com Nutricionista Pré-Operatória
• Avaliação do estado nutricional.
• Avaliação dos hábitos alimentares.
• Verificação da indicação para a cirurgia.
• Ajuste das percepção do paciente quanto à nutrição e auxílio na escolha da técnica cirúrgica, de acordo com o que foi examinado.
• Prescrição da dieta de preparo para a cirurgia.
• Suplementação de deficiências de nutrientes verificadas.
• Melhorar o estado do organismo para a cirurgia.

Efeitos da Dieta Pré-Operatória

• Diminuição da esteatose hepática:
 - Esteato = Gordura (infiltração);
 - Hepática = Fígado.
• Diminuição do tamanho do fígado:
 - Facilita a operação.
1ª Consulta com Nutricionista Pós-Operatória

Dieta no 1º mês - 1ª fase - Líquidos
• A dieta deve ser líquida para esperar a devida cicatrização da cirurgia:
 - Líquidos evitam fístulas
 - Líquidos permitem a aderência da banda
• Só ingerir o líquido após liberação médica.
• A quantidade deve ser de 50ml a cada 20 minutos:
 - Cuidados: evitar desidratação / fraqueza
• Evolução semanal:
 - A cada semana do pós-operatório se adicionam novos componentes à dieta.
• Líquidos permitidos para a primeira semana:
 - Água sem gás, água de côco, chás claros com adoçante, Gatorade® e sopas. Gelatinas dietéticas também são permitidas.
• Não é permitido:
 - O uso de açúcar ou similares, sopas artificiais, gorduras, temperos industrializados, balas, chicletes e outros alimentos não relacionados como permitidos.
 - Sempre medir no copinho de 50 ml
 - Utilizar qualquer tipo de adoçante.
 - Se sentir vontade de mastigar: Fazer “raspadinha” da água de côco.

Dieta no 1º/2º mês - Progressão para Sólidos
• Reintrodução dos alimentos:
 - Evolução gradual dos níveis de consistência
 - As dietas devem ser individualizadas
 - Geralmente cada fase leva cerca de 1 semana (7 dias)
 - Em caso de complicações a dieta é obrigatoriamente revista. Deve-se suspender a dieta e seguir a orientação médica

Dieta no 10º/20º mês - Progressão para Sólidos
• 1ª Fase - Dieta liquida restrita;
• 2ª Fase - Dieta liquida completa;
• 3ª Fase - Dieta liquida completa;
• 4ª Fase - Dieta Semi-Líquida ;
• 5ª Fase - Dieta Cremosa ;
• 6ª Fase - Dieta Pastosa Leve. Introdução aos sólidos;
• 7ª Fase - Realimentação adaptada ao tipo de operação e a evolução de cada paciente.

Suplementação Pós-Operatória
• De acordo com a necessidade e o estado fisiológico de cada paciente. Não é igual para todos.
• Não deixar de tomar o que foi prescrito pelo médico e/ou nutricionista. Cuidado com deficiências/desnutrição.
• Não engorda. Não contém elementos calóricos.

Complicações pela Dieta
• Síndrome do dumping:
 - Sintomas: mal estar, taquicardia, dor abdominal, diarréia e sudorese.
 - Causas: ingestão excessiva e/ ou intolerância: açúcares, doces em geral.
Deve-se cumprir o limite de ingestão e os intervalos adequados.
• Fístula.
• “Vazamento” da anastomose:
 - Sintomas: sinais de infecção, vazamento de líquidos pelo dreno (mais escuros e espessos).
 - Causas: rompimento dos grampos ou da costura por
fatores imponderáveis ( infecção, “fraqueza” dos tecidos),
ingestão de alimento em quantidade ou consistência inadequada inadequada antes da cicatrização.
• Estenose ou estreitamento da anastomose:
 - Sintomas: dificuldade de ingerir os alimentos, vômitos.
Incapacidade de mudar de fase na realimentação.
 - Causas: inflamação no local, úlceras, ingestão de alimento em quantidade ou consistência inadequada antes da cicatrização.
 - Tratamento: endoscopia com dilatação através de balão.

Fome X Vontade

• Durante esse processo você deverá saber diferenciar a fome fisiológica e as vontades dos alimentos.
• A nova bolsa gástrica possuirá uma capacidade limitada, fazendo com que você se satisfaça com pouca quantidade de alimento.
• Sempre procuramos fazer com que sua dieta seja o menos monótona possível.
• As restrições alimentares serão passageiras e devem ser respeitadas para o sucesso da sua cirurgia.

Acompanhamento Multidisciplinar

• Acompanhamento nutricional adequado.
• Retorno ao grupo pós-operatório.

Fonte das Informações:
Área de Pesquisa da
Clínica de Cirurgia da Obesidade e Aparelho Digestivo
USDA - U.S. Department of Agriculture Center for Nutrition Policy and Promotion
Galeria
Fernando Botero
 
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